iPhone GET!

iphoezao

Dez meses depois da minha última atualização, volto a este esquecido espaço da internet para deixar uma coisa registrada: eu sou um cara que cumpre suas promessas a si mesmo. 

A 10 de Janeiro de 2007, escrevi:

(…) fica aqui a minha resolução tardia de ano-novo: só trocar de celular quando eu puder comprar um iPhone e só trocar de computador quando eu conseguir bancar um Mac.

Apesar da segunda metade não ter se tornado verdade (comprei um Preview há uns quatro meses), a parte do iPhone, inacreditavelmente, se cumpriu. Se eu pudesse voltar no tempo e dissesse à versão de mim mesmo que escrevia essas linhas há quase dois anos que isso acabaria se tornando verdade, ele teria me ridicularizado, causando sério problemas de baixa auto-estima pós-viagem-temporal.

Mas enfim. Depois de praticamente quatro anos de serviços prestados, finalmente o meu Nokia 2112 terá um enterro digno.

Will Wonka did it again

Capa do Single “O Ímpar Perfeito”Will Prestes conseguiu de novo. Depois de um bom tempo sem lançar nenhum material realmente novo para os fãs, o frontman da Wonkavision liberou o novo single, “O Ímpar Perfeito” — que já vinha sendo tocada nos shows há bastante tempo –, para download no MySpace. (E em outros sites.) Ela é a primeira das 12 novas músicas, todas ínéditas, que a Wonka vai lançar mensalmente para os fãs.

E o que dizer desta em particular? Eu certamente poderia me desdobrar em parágrafos de elogios aqui, a música seria merecedora. Poderia dizer, por exemplo, que a voz da Manu é a única que consegue ficar melhor e melhor a cada gravação, ou que os acordes pesados de piano durante o refrão são o melhor uso do instrumento que eu já ouvi desde que viciei em Ben Folds Five. Mas acho que basta dizer que ouví-la foi o suficiente para que eu “me lembrasse” de qual é realmente a minha banda nacional favorita.

Quando eu conheci a Wonka, foi amor à primeira audição, literalmente. Na primeira vez que eu ouvi, senti que aquilo era completamente diferente do que eu estava acostumado, e acima de tudo, completamente genial. Tornou-se a minha banda favorita no mesmo instante, e passei a recomendar pra todo mundo. Alguns não gostavam (momento a partir do qual eu considerava a hipótese de assasinato com um machado eletrificado), mas a maioria acabava gostando.

Depois da saída da baixista Grazi Badke, há, sei lá, uns dois anos (ela foi logo substituída pelo ex-Vídeo Hits Gustavo), as coisas foram esfriando gradativamente na banda, ao menos aos olhos dos fãs. Foi lançada uma segunda versão do álbum de estréia, rebatizado de Wonkainvasion (o primeiro era apenas Wonkavision) e com algumas faixas extras que os fãs sempre reclamaram de não terem entrado no primeiro corte. Mas foi só. Os shows foram ficando mais escassos, as notícias rareavam, em alguns momentos dava até pra pensar que a banda ia acabar, ou já tinha acabado.

Em determinado momento começaram a tocar músicas novas nos poucos shows (e lançaram um clipe genial feito em casa). Foi a esperança que os fãs precisavam. “Quando sai o CD novo?” Mas nunca soubemos ao certo quando sairia, só que estava em produção. Era uma luz no fim do túnel, mas não o suficiente. Não o suficiente porque enquanto isso eu conhecia Violins. Réu e Condenado. Volver. Rádio de Outuno. Me aprofundava mais no trabalho do Pato Fu. Isso só pra ficar nas bandas nacionais. Passava a gostar cada vez mais dessas bandas, enquanto passava a lembrar com cada vez mais dificuldade do quanto eu gostava da Wonkavision.

Mas agora chegou o novo single. Uma música; quatro minutos e cinco segundos. E foi o suficiente para eu lembrar exatamente do quanto eu gosto da Wonkavision. Para eu lembrar, ou me dar contar mais uma vez, que, em matéria de música, a Wonkavision é o meu ímpar perfeito.

The Wonkas
Nem ímpares, nem perfeitos. Mas eu amo estas pessoas.

CD Novo do Foo Fighters: 12 faixas, 140 caracteres

Echoes, Silence, Patience & GraceDepois o povo diz que o Twitter não tem utilidade. Ontem estava eu ouvindo pela primeira vez o Echoes, Silence, Patience and Grace (mais conhecido como “CD novo do Foo Fighters”) pela primeira vez, quando resolvi que faria uma experiência. Postaria um faixa-a -faixa curtíssimo (ao contrário de outros que eu já escrevi) usando a ferramenta de microblogging.

Pra quem não conhece o Twitter e ainda não leu o post que eu fiz sobre ele no H2Web, vai o resumo: é um sitezinho super bacana onde tu posta pequenos conteúdos de até 140 caracteres cada. Quem se interessa no que tu tem pra dizer clica em um botãozinho na tua página e passa a receber essas atualizações. E, da mesma forma, tu pode fazer isso pra receber as atualizações das pessoas que tu acha interessantes. Tá bombando no Brasil, daqui a pouco todo mundo vai estar usando, então entra logo e me agradeça depois. =)

Só clicar aquiEntão, quer saber o que eu achei de cada umas músicas na primeiríssima vez que ouvi cada uma delas? Não? É, imaginei que não…

Bom, se mudar de idéia, é só clicar nessa miniaturinha de imagem aqui do lado, esperar carregar… e ler. Mas de baixo pra cima, tá? Porque é assim que a informação flui no mundo Twitterístico.

 

Acronimusical

O Carlos publicou uma brincadeira bacana no blog dele, onde a gente escreve um nome de banda que a gente curta pra cada letra do nosso nome, formando um acrônimo. Como é um treco que vai dar super pouco trabalho pra fazer (edição do futuro: mentira, deu um trampo do cão), decidi postar aqui. Post novo é sempre bom, né? :P

Foo Fighters
Ash
Ben Folds Five
I Against I
Ozma

Bidê ou Balde
Relient K
AM Radio
Cake
Hatherley, Charlotte (é, com H é complicado)
Tenacious D

Eu ia linkar todo mundo com os seus profiles no Last.fm, mas eu não tenho filho desse tamanho. Se quiser conhecer alguma delas, clica aqui e procura pelo nome. Belezinha?

Tirando a poeira, Foo Fighters-style

Eu sei que, se é que alguém ainda esperava alguma coisa, vocês estavam esperando um texto pra tirar a poeira desse blog. Mas eu vou passar essa tarefa ao meus grandes amigos do Foo Fighters, que acabaram de lançar um single novo. E eu diria que eu não ouço uma música do Foo Fighters tão foda assim desde Gimme Stitches, do There’s Nothing Else to Lose.

Ponha seus fones de ouvido, ligue suas caixas de som, aumente o volume, clique aí embaixo e sinta. Sinta a poeira voando para bem longe.

Foo Fighters – The Pretender

Foo Fighters
Sério, tem banda mais foda nesse mundo?

A Pequena Pastora

O vídeo a seguir é possivelmente uma das coisas mais traumatizantes que eu já assisti na vida. Assista e por favor me responda…

…o que passa na sua cabeça ao ver isso?

Indo para a Web 2.0

Go2Web2.0!Putz, que saco. Eu tinha um monte de coisas pra fazer hoje, mas parece que não vai dar pra fazer tudo. Graças ao blog do Tiago Dória, eu achei o site Go2Web2.0, que é um diretório de todos (ou dos melhores) sites da chamada Web 2.0. Como eu sou apaixonado por essa nova onda da internet mundial e uso vários dos sites que já estão no diretório (Box.net, Digg, YouTube, Last.fm, Multiply, Writely e a própria Wikipedia, entre outros), tenho certeza que vou encontrar no mínimo mais uma meia dúzia (quem sabe uma dúzia inteira?) de sites que eu vou curtir e que me serão úteis.

O problema é que eu vou levar o dia inteiro pra isso. :P

Me acompanha nessa busca? Clique aqui para ir ao Go2Web2.0 e me conte se achar alguma coisa útil/legal/interessante.

ÁI FÔUN

iphone-zomg-rofl.jpgCaralho, vocês viram o novo iPhone, da Apple? Ele não é apenas “bonitoso, hein?”, “legal pra caramba” ou “fudiiido…”. Ele é a própria personificação (ou produtificação, sei lá) do futuro. No futuro, todos nós teremos iPhones ou genéricos com as mesma funções. Quer dizer, é assustadoramente Jetsonesco!

Ele tem até um sensor que sabe se tu tá segurando ele na horizontal ou na vertical e muda o conteúdo da tela para utilizá-la melhor! (Veja os videozinhs de demonstação em cada página do site que eu linkei antes para entender.) Tem Google Maps! Tem iPod, email e widgets! O que mais eu posso querer? Ah, tem uma coisa que eu quero. Eu quero saber o que eles colocaram naquela tela para ter tanta certeza que eles podem encorajar a manipulação de tudo com os dedos e a tela não vai ficar emporcalhada como um PSP com três minutos de uso.

Resumindo, o bicho é simplesmente um sonho. E, dito isso, fica aqui a minha resolução tardia de ano-novo: só trocar de celular quando eu puder comprar um iPhone e só trocar de computador quando eu conseguir bancar um Mac.

Somadas essas duas à minha resolução anterior de ano-novo, que era comprar um Xbox 360 ainda esse ano para fazer companhia para o meu Wii (que já está 99% garantido), conclui-se facilmente que eu preciso urgentemente de uma dessas duas coisas:

  • - Deixar de ser tão consumista e tech-freak;
  • - Deixar de ser tão pobre.

– — – — –

Ah, e hoje fazem dois anos que eu vim para essa terra de ninguém chamada São Paulo, atrás do amor da minha vida. Se valeu a pena? Uma letra: ô.

Parabéns pra mim. Se bater uma vontade louca de me presentear, já sabe.

A Importância de Ouvir Direito

relientk1.jpgAh, a banda larga… Se não fosse por ela, eu não conseguiria assistir os episódios de Heroes no dia seguinte aos americanos, não conseguiria jogar Ragnarök ou viver Second Life, sem contar que as minhas tarefas diárias demorariam muito mais (e a minha vida renderia muito menos), já que eu faço quase tudo via internet. Mas sabe que eu sinto saudade da conexão discada, em um aspecto? O processo de baixar mp3.

Na época da conexão discada eu baixava uma música do CD e antes de terminar o download da próxima eu já tinha ouvido a primeira umas duas ou três vezes. Era quase um streaming com 20 minutos de atraso. :P Quando eu terminava de baixar um CD, já tinha ouvido ele três vezes.

Sim, hoje em dia eu consigo baixar um CD inteiro de uma só vez, em pouco tempo. Mas quem disse que isso é bom? Quer dizer, é bom se eu já conheço o CD e estou com vontade de ouví-lo logo. Mas se é de uma banda que eu não conheço ainda? Será que é bom ter 14 músicas pra digerir, de uma banda completamente estranha, em um mundo tão corrido como esse? Eu não sei. Talvez por isso eu não tenha adorado bandas que eu tenho certeza que poderia gostar muito. The Strokes, por exemplo. Ou Arcade Fire. Killers. E outras.

E talvez por isso que eu goste tanto de Relient K, aquela da foto ali em cima. Eu realmente adoro essa banda (como vocês podem ver pelo ranking do Last.fm ali na barra da direita). Claro, boa parte desse mérito é da banda, porque ela é muito boa. Mas também foi sorte, porque eu ouvi o Relient K da maneira que eu acho certa.

Primeiro, um amigo me mandou uma música. Uma única, a “Who I Am Hates Who I’ve Been”. De cara, gostei do nome, o que é muito importante. Ouvi uma vez, gostei. Ouvi mais algumas vezes, gostei bastante. Mas eu tenho tanta preguiça que acabei não baixando nada. Aí ele me veio comparando uma outra música deles (“Maybe It’s Maybeline”) com Wonkavision. Comparar qualquer coisa com Wonkavision é o suficiente pra eu ficar muito curioso, então eu ouvi. Uma vez, gostei. Várias vezes, gostei muito. Aí eu já estava viciado e baixei o CD todo. Só aí, depois de ouvir e gostar muito de duas músicas. Aí eu peguei o CD “Mmhmm” e ouvi até decorar quase tudo. Aí a banda já era uma das minhas favoritas e eu fui pegando os álbuns um por um, sem nenhuma pressa. Bem estilo 56k.

relientk2.jpg
Eles fazem um som legal

A Grande Wonkavision

wonka.jpgEntão, depois de sei-lá-eu quanto tempo, lá estava eu assistindo ao show da Wonkavision, a minha banda nacional favorita. Como eu disse, não lembro quanto tempo faz desde que eu vi o último show deles, mas seja lá quanto tempo for isso, parecia mais. Culpa da avalanche de músicas novas que eles tocaram. Umas 4 ou 5, pelas contas da minha (provavelmente falha) memória. O que dá margem para pensarmos que o CD novo não vai demorar muito pra esquentar e ficar tonto dentro dos nossos CD Players. Eu mal posso esperar. Impressões do show?

  • Como canta essa menina Manu, hein? Ela nunca foi má vocalista, nem perto disso, mas eu não lembro dela cantar tão estupidamente bem há um tempo atrás.
  • As letras do Will continuam a ser algumas das melhores que eu ouço na minha língua natal. Pena que entender 100% das letras em show é complicado, mas consegui entender umas boas partes. “Tanto Faz”, “Pumadidas” e “Ímpar Perfeito” conseguem ser quase tão boas quanto o refrão de “Super-Homem” (que, pra mim, é o ponto alto das letras da Wonka).
  • O Kiko deveria se candidatar a vereador em Porto Alegre. Ou em São Paulo, sei lá. Só sei que o cara é o MAIS POPULAR. Ever.
  • Uma das músicas novas não tem guitarra. Não tem guitarra mesmo, at all. E eu gostei. Tá certo que eu gosto de Rádio de Outono, que também não usa guitarra, mas eu não esperava isso da Wonkavision. Mesmo assim eu gostei. Bom sinal.
  • A banda de abertura, a tal da Lipstick, é bem animadinha. Acho que o pessoal que foi lá pra ver Wonka não deve ter gostado muito, já que não é nada indie, mas eu sou menos chato do que pareço, então gostei.
  • “Sonic ou Mario?”

A banda que começou sendo uma voz adolescente cresceu. Felizmente não se tornou um adulto chato. Está mais pra uma espécie de Rob Gordon, mas menos deprimido. O que é ótimo.

E continua sendo a minha banda favorita.